Extraído do livro:O Fim do Mundo está próximo! Prophecias antigas e recentesdo Padre Jules Marie, 2ª edição - 1939 - Livraria Boa Imprensa - Rio(A língua portuguesa do livro, antiga, foi atualizada.Este livro pode ser encontrado na Biblioteca Nacional do Brasil -- RJ.O autor, na época padre, veio posteriormente a se tornar bispo.)Digitado por Fabio R. Araujo em setembro de 1998.A primeira edição deste livro estava no prelo quando tive notícia de uma das aparições de Maria Santíssima no norte do Brasil.A notícia foi-me transmitida por um sacerdote exemplar, incapaz de ilusão ou de fraude.Preferi esperar e deixar para mais tarde a divulgação do fato, que a autoridade eclesiástica, sempre prudente e justamente desconfiada, conservava secreta, para evitar precipitações ou juízos mal fundados.Eis que perto de dois anos depois, um amigo enviou-se uma revista alemã, de responsabilidade e de orientação segura: Koenigsreuthes Jahrbuch - 1936, onde encontrei a narração resumida, mas completa, destas aparições.É desta revista que traduzo o fato, sem mudar nem acrescentar uma vírgula. Achei as aparições revestidas de todos os requisitos de veracidade, cabendo à autoridade eclesiástica pronunciar-se a respeito, o que cedo ou tarde ela fará, seguindo como sempre segue, as normas do tempo e da prudência.Sendo aparições e revelações privadas, estas têm apenas um valor humano, e merecem só uma fé humana; porém mesmo assim vale a pena citá-las e meditá-las, porque se a mesma credulidade é um mal, a incredulidade sistemática é um mal maior.Haverá qualquer coisa de tão singular numa aparição da Mãe de Deus em terras brasileiras?Não somos nós uma nação consagrada à Virgem Imaculada da Aparecida?Não somos nós, também, um povo amoroso e dedicado ao culto de nossa Mãe Celeste?Se ela se dignou a mostrar-se um dia em Lourdes, La Salette, Pontmain, Pellevoisin, na França; em Fátima (Portugal) e ultimamente em Beauraing e Baneaux, na Bélgica, porque ela não se mostraria também no Brasil, dando-nos deste modo, uma prova de seu amor maternal e da sua solicitude para com o povo brasileiro?Cada um poderá acreditar ou não acreditar nos fatos aqui narrados. A Igreja nada determinou; há, pois, liberdade de aceitá-los ou de rejeitá-los; como há liberdade de silenciar os fatos ou de publicá-los.É apoiado sobre esta liberdade, sem querer adiantar os julgamentos da autoridade eclesiástica, que aqui publico a tradução da revista de Koenigsreuth:I. PRIMEIRA APARIÇÃOMaria Santíssima apareceu ultimamente num lugarejo do norte, em agosto de 1936. Se omito o nome do lugar, é atendendo o desejo das autoridades eclesiásticas.Era 6 de agosto de 1936.Duas meninas foram mandadas ao campo afim de colher mamona. Uma chama-se Maria da Luz e a outra Maria da Conceição. Esta é de família pobre e conta 16 anos de idade, filha de um empregado do pai de Maria da Luz.Na ocasião das aparições, aquelas redondezas eram perturbadas por bandos de gatunos que roubavam e saqueavam a valer, causando grande inquietação nos habitantes.Durante esta saída, Maria da Conceição, perguntou a sua companheira: "Que farias se os ladrões nos encontrassem agora?"- Ficaria muito quieta, pois Nossa Senhora nos protegeria - respondeu Maria da Luz.Casualmente aquela, olhando para uma montanha próxima, exclamou: "Veja lá uma Senhora". De fato lá se achava uma Senhora que as chamava por acenos, tendo nos braços um belo menino.Do lado em que as meninas estavam, era impossível a subida: as rochas e ramos emaranhados impediam a passagem; foi-lhes necessário tomar um desvio, passando perto de sua casa para poderem subir com mais facilidade. Como eram onze horas da manhã, a mãe de Maria chamou-as para almoçarem. Elas não quiseram ir, contando o que tinham visto e queriam seguir o caminho até aquele lugar.A mãe - boa senhora, vice-presidente do Apostolado da Oração - disse simplesmente: "É história, venham almoçar." Neste momento, chega o pai, Arthur Teixeira, para almoçar. As meninas sentadas de fronte à casa, falavam sobre aquela senhora com a criança nos braços, a qual lhes acenara. A janela estando aberta, a mãe de Maria da Luz ouviu a conversa e narrou-a ao pai desta.O sr. Arthur pediu-lhes que contassem o que haviam visto; as meninas lhe disseram tudo, asseverando com tal segurança que ele quis acompanhá-las. Tomando uma foice, começou a limpar o caminho, quando, quase sem saber como, as meninas já haviam alcançado o cume do monte.De lá as meninas lhe gritavam, apontando em direção de uma pedra branca. Com dificuldade ele alcançou o alto, mas nada via do que lhe diziam.Entretanto, a mãe não ficou tranquila em casa; trouxe consigo as crianças, em número de cinco ou seis. Destas últimas, ninguém conseguiu ver coisa alguma.Apesar das meninas sustentarem que viam diante de si uma senhora com um menino, o pai, para mais segurança, mandou que elas lhe perguntassem o que desejava.Perguntaram e a visão respondeu: "Minhas filhas, virão tempos calamitosos para o Brasil! Dizei a todo o povo que se aproximam três grandes castigos, se não for feita muita penitência e oração."Restava-lhe muito a dizer ainda, mas ficou para mais tarde. As notícias corriam de boca em boca e os homens se aglomeravam naquele lugar onde fora vista aquela senhora com a criancinha, esperando ver qualquer coisa, mas nada viam.II. PRIMEIRAS AVERIGUAÇÕESEntretanto, o vigário da Paróquia mandou chamar o pai de Maria da Luz, aconselhando-lhe que trouxesse a menina a fim de participar do retiro espiritual das Filhas de Maria, desde o dia 10 a 15 de agosto, preparando-se então para a primeira comunhão. Nesta ocasião o pai poderia estar com o sr. Bispo.Mas não foi somente esta a singular aparição da Senhora. Na passagem diária das meninas naquele lugar, ela lhes aparecia.As opiniões eram, como só acontece em tais casos, sempre divididas; uns acreditavam, outros zombavam.As advertências de Nossa Senhora eram reiteiradas: pedia sempre e insistia que era preciso rezar; senão seu Filho castigaria severamente o País.Certo dia houve um garoto naquele lugar, que atirou uma pedra em direção à aparição. As meninas, disseram que a pedra atingiu a mão de Nossa Senhora e que jorrava muito sangue.Como dizíamos, atendendo o pedido do vigário, o pai levou a menina para P., apresentando-a ao sr. Bispo, mas este mandou seu secretário ouvi-la, pois estava muito ocupado.Após a audiência, o padre disse: "Vocês estão enganadas." Porém Maria da Luz sustentou a palavra. Terminou-se a conversa entregando o padre umas perguntas, das quais ela devia pedir resposta à Senhora e enviá-las em seguida, na primeira ocasião, por escrito.A menina enviou a resposta pedida. Apesar de ela ser um tanto atrasada, não houve a menor inexatidão. Foram as seguintes as perguntas formuladas:- 1 Quem pode mais que Deus?- 2 Quantas pessoas há em Deus?- 3 Quais são estas pessoas?- 4 Em nome de Deus dizei quem sois e que quereis:- 5 Quereis falar com um padre?- 6 Que significa o sangue que jorra da vossa mão?Após dois dias, o padre recebeu da menina as seguintes respostas:1 -- Ninguém.2 -- Três.3 -- Pai, Filho e Espírito Santo.4 -- Sou a Mãe da graça e venho avisar ao povo que se aproximam três grandes castigos.5 -- Sim.Então a menina perguntou com qual padre, enumerando diversos. A aparição respondeu:- Quero falar com o padre que lhe fez estas perguntas.6 -- Representa o sangue que será derramado no Brasil.Estas respostas fizeram o Padre refletir e decidir ir àquele lugar para examinar se encontraria provas ou se eram ilusões ou falsidades.III. APARIÇÃO DE JESUS E MARIAO lugar das aparições - "Guarda" - é localizado num alto, circundado de montanhas. Em baixo da montanha, num vale, está a casa dos pais de Maria da Luz, a 500 metros de distância.A subida é muito penosa. "Só com muita dificuldade cheguei em cima, escreve o sacerdote. Foi-me necessário tirar os sapatos para subir. O calor era insuportável. Numa distância de 40 a 50 metros, divisei o lugar das aparições e as duas meninas com o pai, os quais já estavam em cima; elas me diziam que a Senhora olhava para mim de cima, enquanto eu subia.- Que está fazendo a aparição?- "Está sorrindo", disseram elas."Eu olhei primeiro, examinando o que havia por ali: tudo era pedra e entulho; na nossa frente estava um formidável abismo; no lugar das aparições notava-se algo como em forma de quatro (4); no lado esquerdo outros números como um (1-1); no meio, uma linha branca, um pouco mais alta, que se podia alcançar só por meio de uma escada."Lá está a aparição", diziam as meninas; mas eu nada via. Sob a pedra que se achava diante de mim, numa abertura, corria um pouco d'água."Perguntei ao pai de Maria da Luz se aquela água sempre existiu ali. Ele me disse: não; mas como muitos não acreditassem nas aparições, as meninas pediram um sinal; desde então começou a brotar água.Fiquei em cima com Maria da Luz e pedi que Maria da Conceição, com o sr. Arthur, se retirasse um pouco abaixo, na montanha. Assim eles dois nos podiam ver, mas não ouvir. Então, eu disse à Maria da Luz: - "Dize-me agora a verdade e não prégues mentiras, pois do contrário serás infeliz para toda a tua vida".Eu queria fazê-la confessar que nada via. Ela, porém, permaneceu inabalável. Quando eu perguntei o que a aparição estava fazendo, disse-me ela, olhando em direção ao lugar:- Ela olha para cá e está sorrindo.- Agora dize-me: como está Ela?Maria da Luz olha e diz:- Vejo uma bela Senhora, cujo vestido é creme, quase como vosso capote. O manto é azul celeste, pendendo do pescoço, onde está seguro por uma fivela, com pedras preciosas... Num braço está a criança.- Em que braço? No direito ou no esquerdo?A menina não sabia distinguir o braço direito do esquerdo. Fez uma vira-volta com o corpo e mostrou-me o braço esquerdo."Ela, como o menino, traz uma coroa de ouro na cabeça", disse-me a jovem.- E a outra mão? - perguntei.Fez então uma nova vira-volta (apontando-me) mostrando-me o braço direito estendido para baixo."A criancinha enlaça o pescoço da mãe com o bracinho direito", disse ela, dando uma vira-volta e apontando o braço. A senhora tem na cinta uma fita da mesma fazenda e da mesma cor que a do vestido. Vejo somente um dos pés.- Qual deles? - perguntei.Ela mostrou o pé direito, fazendo outra vira-volta."Atrás da Senhora vê-se um bonito oratório com duas torres fechadas. O oratório, que tem a forma de uma casinha, tem pedras preciosas nas suas torres".IV. NOVAS INVESTIGAÇÕESChamei então o pai com a outra menina, ao qual, tendo chegado, eu disse: o senhor tome Maria da Luz e vá ficar no mesmo lugar. Eu fico com Maria da Conceição."Compreendeste alguma coisa do que eu disse a tua companheira? perguntei à moça.- Não senhor, disse ela.Então eu lhe disse: Maria da Luz já me disse tudo e confessou a verdade: tudo o que vós arranjastes é mentira e invenção. Agora quero que me digas também a verdade: não é certo que nada vês? A menina ficou como aterrorizada e olhando para o ponto das aparições, disse-me em tom choroso: "Se Maria da Luz disse isto ou não, eu não sei; mas agora eu vejo a Senhora como antes".Procurei embaraçá-la por meio de muitas perguntas, afim de averiguar se era imaginação... Eu sou padre, nada vejo! Tu que nada és, dizes que vês Nossa Senhora? Ela permaneceu sempre firme.- Está bem - disse eu - dize-me o que vês agora.Ela narrou tudo minuciosamente e fielmente como a sua companheira.Quando ela apontava o lugar da aparição no ponto, eu dizia, para experimentá-la: Maria da Luz me disse que é noutro lugar, lá do outro lado. Então ela olhava parao lugar que eu dizia e respondia: "Não, eu vejo Nossa Senhora naquele lugar branco. No lugar que Maria da Luz indicou ao senhor, eu nada vejo."Não encontrei sequer uma contradição no que as meninas me diziam.Chamei então Maria da Luz - deixando o pai onde estava - e perguntei a ambas se viam a Senhora. Ambas responderam: "Sim, vemos".- Perguntem a Nossa Senhora se ela me vê, disse eu. Perguntaram, e Ela respondeu que sim.- Perguntem a Nossa Senhora se eu posso formular algumas perguntas numa língua estrangeira.- Sim, responderam, por Ela.Fiz então umas oitenta ou noventa perguntas em alemão, que as meninas não compreendem e recebi todas as respostas certas. Eu recebia as respostas por intermédio das meninas, em português, fielmente conforme eu perguntava em alemão, como: "Wer bist du?" (quem é você?) - "A Mãe do Céu". "Wie heisst das Kind auf deinem Arm?" (como se chama a criança em seu braço?)- Jesus.- Porque apareceis aqui?- Para avisar ao povo que três grandes castigos cairão sobre o Brasil.- Quais são os castigos.Não respondeu, fazendo sinal com a mão para fazer entender, ou que não podia falar, ou que não queria.- Podeis então dizê-lo mais tarde?- Sim.- Por que não dais um sinal visível, para que o mundo possa ver que sois a Mãe de Deus?- Já o dei.- Qual é o sinal?- A água que está correndo em baixo.- Para que serve esta água?- Para remédio.- Para todas as doenças?- Sim, mas para quem tem fé.- Quem quiser pode tirar daquela água?- Não, só as duas meninas.- Porque não podem tirar quem quiser?- Para que todos creiam.Cortemos aqui as respostas, para destacar bem o que segue, pois é a parte essencial das revelações da Mãe de Deus.V. AMEAÇAS E REMÉDIOSO Sacerdote continua o mesmo interrogatório, penetrando cada vez mais no âmago das questões palpitantes que a Virgem Santa quer revelar.- Qual é o fim da vossa aparição aqui?- Avisar que três grandes castigos virão sobre o Brasil.- Quais castigos.De novo ela fez sinais, fazendo entender que não podia ou não queria falar.- Que é necessário fazer para desviar os castigos?- Penitência e oração.- Qual a invocação desta aparição?- Das Graças.- Que significa o sangue que corre das vossas mãos?- O sangue que inundará o Brasil.- Virá o comunismo a penetrar no Brasil.- Sim,- Em todo o País?- Sim.- Também no interior?- Não.- Os padres e os bispos sofrerão muito?- Sim.- Será como na Espanha?- Quase.- Quais são as devoções que se devem praticar para afastar estes males?- Ao coração de Jesus e a mim.- Não basta só uma?- Não.- Quereis que se pregue sobre este assunto?- Sim.- Permiti-lo-ão as autoridades eclesiásticas?Fez um gesto como se não quisesse dizê-lo.- Darão licença mais tarde?- Sim.- Quereis que se construa uma igreja aqui?- Não.- Quereis mais tarde?- Fez os mesmos gestos.- Esta aparição é a repetição de La Salette?- Sim.- Haverá uma romaria aqui?- Sim.- Por que apareceis neste lugar, cuja subida é tão difícil?- Para o povo romeiro poder fazer penitência.- Quanto tempo faz que estais aqui?- Fez um gesto com o dedo, com se quisesse dizer: "há muito tempo".- Se sois a Mãe de Deus, então dai-nos vossa benção.Instantaneamente as duas videntes exclamam: "Olha lá!!! Está nos abençoando"... e fizeram o sinal da cruz.- Se sois a Mãe de Deus e a criança é o Menino Jesus, manda que Ele nos dê a benção.Neste momento, as duas pobres camponesas, admiradas e transportadas de júbilo, exclamaram: "Ele já sabe dar a benção também!" Fizeram mais uma vez o sinal da cruz.Uma das meninas exclamou ainda: "Agora vimos a outra mãozinha do menino. Até agora ela estava enlaçada ao pescoço da Mamãe. Ele estende para o senhor os dois bracinhos."Fiz ainda muitas perguntas, obtendo respostas certas.Descendo eu, disse às duas meninas: "Agora vejam se a Senhora ainda está lá". Responderam ambas: "Sim, Ela está em frente de sua casinha, abençoando-nos".- Para que tanta benção? disse eu, como se estivesse amolado e em tom grave.As meninas ficaram trêmulas e atemorizadas.- Pergunta a Ela, para que tanta benção!- Para que sejais felizes, disse Ela.Perguntei de novo, em alemão: "Somente as duas ou eu também."Responderam elas: "Para o senhor também".Tudo o que vi impressionou-me muito, excedendo as minhas expectativas. Umas das perguntas versou sobre os acontecimentos de Koenigsreuth, perguntando se aqueles fatos eram de Deus ou do demônio - "É de Deus", disse a aparição.VI. PROVIDÊNCIAS E OPOSIÇÕESAs providências do Bispo foram as seguintes: que as meninas fossem examinadas pelo médico. Procedeu-se ao exame e averiguou-se que ambas são completamente sãs.A aparição repetia-se. Mas as contradições surgiam à medida que se falava nas aparições.A água corria constantemente, em pouca quantidade, e como que saindo da pedra.Começaram as curas extraordinárias; foi pena que os médicos não fossem avisados para examiná-las. Em todo o caso, o povo dá veracidade aos fatos e neles crê.Opinam que tenha havido profanação da fonte, embora não se saiba ao certo; e Nossa Senhora pediu que se fizesse um muro ou uma cerca, pois só as almas contritas e piedosas podiam assim aproximar-se afim de fazerem orações e penitências.Fez-se a cerca, visto as pessoas se aglomerarem sempre mais em romaria. Veio a polícia e derrubou a cerca. Imediatamente secou a água até então corrente.O sacerdote mandou de novo construi-la e fechou as portas; logo depois a água brotou.Após oito dias veio a polícia novamente, destruiu a cerca e, como na outra vez, desapareceu a água.Falou-se que houvera sido o Bispo quem mandou a polícia.Este negou-o, dizendo que não sabia de nada.A aparição repetidas vezes veio e as meninas afirmaram que a Senhora lhes dissera: "Tenham paciência; as coisas que vêm de Deus são mesmo assim".Mandou então o padre que as meninas perguntassem a Nossa Senhora quem havia mandado os soldados, e a resposta foi esta: "Quem mandou foi um padre!"Quinze dias depois, uma carta das meninas chegou, dando-me o nome do culpado.Entretanto, a água não corria mais naquele lugar, mas um pouquinho acima. As meninas afirmaram que tinham pedido a Nossa Senhora para fazer a água sair novamente; então começou a correr.Nossa Senhora recomendou que não se disesse isto a qualquer pessoa, para que só os bons recebessem da água.Maria da Luz entrou num colégio, a pedido de Maria Santíssima, para mais tarde, após ter adquirido um pouco de instrução, entrar no convento. A aparição pediu que as despezas necessárias fossem feitas pelo Padre, autor daquelas perguntas.Maria da Conceição está ainda com seus pais, em casa: parece-me que ela nunca mais viu a aparição.Outro fato sobre Maria da Luz: em todas as festas de Nossa Senhora, ela a viu na montanha de Guarda.Certo dia, perguntando algo a Nossa Senhora, recebeu esta resposta: "Nunca mais me manifestarei aqui em Guarda e os três castigos não virão já, porque o povo está melhor; mas é necessário ainda rezar muito e fazer penitência". Recomendou de novo a devoção ao Coração de Jesus e a Ele.VII. CONCLUSÃOTal é a narração publicada na revista Koenigsreuth. As relações escritas que me foram transmitidas, sendo recolhidas dos lábios do próprio sacerdote que formulou as perguntas são mais extensas, porém a narração acima é o resultado fiel do conjunto e outros pormenores nada de essencial ajuntam ao fato.FIM
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Extraído do livro:O Fim do Mundo está próximo! Prophecias antigas e recentesdo Padre Jules Marie, 2ª edição - 1939 - Livraria Boa Imprensa - Rio(A língua portuguesa do livro, antiga, foi atualizada.Este livro pode ser encontrado na Biblioteca Nacional do Brasil -- RJ.O autor, na época padre, veio posteriormente a se tornar bispo.)Digitado por Fabio R. Araujo em setembro de 1998.A primeira edição deste livro estava no prelo quando tive notícia de uma das aparições de Maria Santíssima no norte do Brasil.A notícia foi-me transmitida por um sacerdote exemplar, incapaz de ilusão ou de fraude.Preferi esperar e deixar para mais tarde a divulgação do fato, que a autoridade eclesiástica, sempre prudente e justamente desconfiada, conservava secreta, para evitar precipitações ou juízos mal fundados.Eis que perto de dois anos depois, um amigo enviou-se uma revista alemã, de responsabilidade e de orientação segura: Koenigsreuthes Jahrbuch - 1936, onde encontrei a narração resumida, mas completa, destas aparições.É desta revista que traduzo o fato, sem mudar nem acrescentar uma vírgula. Achei as aparições revestidas de todos os requisitos de veracidade, cabendo à autoridade eclesiástica pronunciar-se a respeito, o que cedo ou tarde ela fará, seguindo como sempre segue, as normas do tempo e da prudência.Sendo aparições e revelações privadas, estas têm apenas um valor humano, e merecem só uma fé humana; porém mesmo assim vale a pena citá-las e meditá-las, porque se a mesma credulidade é um mal, a incredulidade sistemática é um mal maior.Haverá qualquer coisa de tão singular numa aparição da Mãe de Deus em terras brasileiras?Não somos nós uma nação consagrada à Virgem Imaculada da Aparecida?Não somos nós, também, um povo amoroso e dedicado ao culto de nossa Mãe Celeste?Se ela se dignou a mostrar-se um dia em Lourdes, La Salette, Pontmain, Pellevoisin, na França; em Fátima (Portugal) e ultimamente em Beauraing e Baneaux, na Bélgica, porque ela não se mostraria também no Brasil, dando-nos deste modo, uma prova de seu amor maternal e da sua solicitude para com o povo brasileiro?Cada um poderá acreditar ou não acreditar nos fatos aqui narrados. A Igreja nada determinou; há, pois, liberdade de aceitá-los ou de rejeitá-los; como há liberdade de silenciar os fatos ou de publicá-los.É apoiado sobre esta liberdade, sem querer adiantar os julgamentos da autoridade eclesiástica, que aqui publico a tradução da revista de Koenigsreuth:I. PRIMEIRA APARIÇÃOMaria Santíssima apareceu ultimamente num lugarejo do norte, em agosto de 1936. Se omito o nome do lugar, é atendendo o desejo das autoridades eclesiásticas.Era 6 de agosto de 1936.Duas meninas foram mandadas ao campo afim de colher mamona. Uma chama-se Maria da Luz e a outra Maria da Conceição. Esta é de família pobre e conta 16 anos de idade, filha de um empregado do pai de Maria da Luz.Na ocasião das aparições, aquelas redondezas eram perturbadas por bandos de gatunos que roubavam e saqueavam a valer, causando grande inquietação nos habitantes.Durante esta saída, Maria da Conceição, perguntou a sua companheira: "Que farias se os ladrões nos encontrassem agora?"- Ficaria muito quieta, pois Nossa Senhora nos protegeria - respondeu Maria da Luz.Casualmente aquela, olhando para uma montanha próxima, exclamou: "Veja lá uma Senhora". De fato lá se achava uma Senhora que as chamava por acenos, tendo nos braços um belo menino.Do lado em que as meninas estavam, era impossível a subida: as rochas e ramos emaranhados impediam a passagem; foi-lhes necessário tomar um desvio, passando perto de sua casa para poderem subir com mais facilidade. Como eram onze horas da manhã, a mãe de Maria chamou-as para almoçarem. Elas não quiseram ir, contando o que tinham visto e queriam seguir o caminho até aquele lugar.A mãe - boa senhora, vice-presidente do Apostolado da Oração - disse simplesmente: "É história, venham almoçar." Neste momento, chega o pai, Arthur Teixeira, para almoçar. As meninas sentadas de fronte à casa, falavam sobre aquela senhora com a criança nos braços, a qual lhes acenara. A janela estando aberta, a mãe de Maria da Luz ouviu a conversa e narrou-a ao pai desta.O sr. Arthur pediu-lhes que contassem o que haviam visto; as meninas lhe disseram tudo, asseverando com tal segurança que ele quis acompanhá-las. Tomando uma foice, começou a limpar o caminho, quando, quase sem saber como, as meninas já haviam alcançado o cume do monte.De lá as meninas lhe gritavam, apontando em direção de uma pedra branca. Com dificuldade ele alcançou o alto, mas nada via do que lhe diziam.Entretanto, a mãe não ficou tranquila em casa; trouxe consigo as crianças, em número de cinco ou seis. Destas últimas, ninguém conseguiu ver coisa alguma.Apesar das meninas sustentarem que viam diante de si uma senhora com um menino, o pai, para mais segurança, mandou que elas lhe perguntassem o que desejava.Perguntaram e a visão respondeu: "Minhas filhas, virão tempos calamitosos para o Brasil! Dizei a todo o povo que se aproximam três grandes castigos, se não for feita muita penitência e oração."Restava-lhe muito a dizer ainda, mas ficou para mais tarde. As notícias corriam de boca em boca e os homens se aglomeravam naquele lugar onde fora vista aquela senhora com a criancinha, esperando ver qualquer coisa, mas nada viam.II. PRIMEIRAS AVERIGUAÇÕESEntretanto, o vigário da Paróquia mandou chamar o pai de Maria da Luz, aconselhando-lhe que trouxesse a menina a fim de participar do retiro espiritual das Filhas de Maria, desde o dia 10 a 15 de agosto, preparando-se então para a primeira comunhão. Nesta ocasião o pai poderia estar com o sr. Bispo.Mas não foi somente esta a singular aparição da Senhora. Na passagem diária das meninas naquele lugar, ela lhes aparecia.As opiniões eram, como só acontece em tais casos, sempre divididas; uns acreditavam, outros zombavam.As advertências de Nossa Senhora eram reiteiradas: pedia sempre e insistia que era preciso rezar; senão seu Filho castigaria severamente o País.Certo dia houve um garoto naquele lugar, que atirou uma pedra em direção à aparição. As meninas, disseram que a pedra atingiu a mão de Nossa Senhora e que jorrava muito sangue.Como dizíamos, atendendo o pedido do vigário, o pai levou a menina para P., apresentando-a ao sr. Bispo, mas este mandou seu secretário ouvi-la, pois estava muito ocupado.Após a audiência, o padre disse: "Vocês estão enganadas." Porém Maria da Luz sustentou a palavra. Terminou-se a conversa entregando o padre umas perguntas, das quais ela devia pedir resposta à Senhora e enviá-las em seguida, na primeira ocasião, por escrito.A menina enviou a resposta pedida. Apesar de ela ser um tanto atrasada, não houve a menor inexatidão. Foram as seguintes as perguntas formuladas:- 1 Quem pode mais que Deus?- 2 Quantas pessoas há em Deus?- 3 Quais são estas pessoas?- 4 Em nome de Deus dizei quem sois e que quereis:- 5 Quereis falar com um padre?- 6 Que significa o sangue que jorra da vossa mão?Após dois dias, o padre recebeu da menina as seguintes respostas:1 -- Ninguém.2 -- Três.3 -- Pai, Filho e Espírito Santo.4 -- Sou a Mãe da graça e venho avisar ao povo que se aproximam três grandes castigos.5 -- Sim.Então a menina perguntou com qual padre, enumerando diversos. A aparição respondeu:- Quero falar com o padre que lhe fez estas perguntas.6 -- Representa o sangue que será derramado no Brasil.Estas respostas fizeram o Padre refletir e decidir ir àquele lugar para examinar se encontraria provas ou se eram ilusões ou falsidades.III. APARIÇÃO DE JESUS E MARIAO lugar das aparições - "Guarda" - é localizado num alto, circundado de montanhas. Em baixo da montanha, num vale, está a casa dos pais de Maria da Luz, a 500 metros de distância.A subida é muito penosa. "Só com muita dificuldade cheguei em cima, escreve o sacerdote. Foi-me necessário tirar os sapatos para subir. O calor era insuportável. Numa distância de 40 a 50 metros, divisei o lugar das aparições e as duas meninas com o pai, os quais já estavam em cima; elas me diziam que a Senhora olhava para mim de cima, enquanto eu subia.- Que está fazendo a aparição?- "Está sorrindo", disseram elas."Eu olhei primeiro, examinando o que havia por ali: tudo era pedra e entulho; na nossa frente estava um formidável abismo; no lugar das aparições notava-se algo como em forma de quatro (4); no lado esquerdo outros números como um (1-1); no meio, uma linha branca, um pouco mais alta, que se podia alcançar só por meio de uma escada."Lá está a aparição", diziam as meninas; mas eu nada via. Sob a pedra que se achava diante de mim, numa abertura, corria um pouco d'água."Perguntei ao pai de Maria da Luz se aquela água sempre existiu ali. Ele me disse: não; mas como muitos não acreditassem nas aparições, as meninas pediram um sinal; desde então começou a brotar água.Fiquei em cima com Maria da Luz e pedi que Maria da Conceição, com o sr. Arthur, se retirasse um pouco abaixo, na montanha. Assim eles dois nos podiam ver, mas não ouvir. Então, eu disse à Maria da Luz: - "Dize-me agora a verdade e não prégues mentiras, pois do contrário serás infeliz para toda a tua vida".Eu queria fazê-la confessar que nada via. Ela, porém, permaneceu inabalável. Quando eu perguntei o que a aparição estava fazendo, disse-me ela, olhando em direção ao lugar:- Ela olha para cá e está sorrindo.- Agora dize-me: como está Ela?Maria da Luz olha e diz:- Vejo uma bela Senhora, cujo vestido é creme, quase como vosso capote. O manto é azul celeste, pendendo do pescoço, onde está seguro por uma fivela, com pedras preciosas... Num braço está a criança.- Em que braço? No direito ou no esquerdo?A menina não sabia distinguir o braço direito do esquerdo. Fez uma vira-volta com o corpo e mostrou-me o braço esquerdo."Ela, como o menino, traz uma coroa de ouro na cabeça", disse-me a jovem.- E a outra mão? - perguntei.Fez então uma nova vira-volta (apontando-me) mostrando-me o braço direito estendido para baixo."A criancinha enlaça o pescoço da mãe com o bracinho direito", disse ela, dando uma vira-volta e apontando o braço. A senhora tem na cinta uma fita da mesma fazenda e da mesma cor que a do vestido. Vejo somente um dos pés.- Qual deles? - perguntei.Ela mostrou o pé direito, fazendo outra vira-volta."Atrás da Senhora vê-se um bonito oratório com duas torres fechadas. O oratório, que tem a forma de uma casinha, tem pedras preciosas nas suas torres".IV. NOVAS INVESTIGAÇÕESChamei então o pai com a outra menina, ao qual, tendo chegado, eu disse: o senhor tome Maria da Luz e vá ficar no mesmo lugar. Eu fico com Maria da Conceição."Compreendeste alguma coisa do que eu disse a tua companheira? perguntei à moça.- Não senhor, disse ela.Então eu lhe disse: Maria da Luz já me disse tudo e confessou a verdade: tudo o que vós arranjastes é mentira e invenção. Agora quero que me digas também a verdade: não é certo que nada vês? A menina ficou como aterrorizada e olhando para o ponto das aparições, disse-me em tom choroso: "Se Maria da Luz disse isto ou não, eu não sei; mas agora eu vejo a Senhora como antes".Procurei embaraçá-la por meio de muitas perguntas, afim de averiguar se era imaginação... Eu sou padre, nada vejo! Tu que nada és, dizes que vês Nossa Senhora? Ela permaneceu sempre firme.- Está bem - disse eu - dize-me o que vês agora.Ela narrou tudo minuciosamente e fielmente como a sua companheira.Quando ela apontava o lugar da aparição no ponto, eu dizia, para experimentá-la: Maria da Luz me disse que é noutro lugar, lá do outro lado. Então ela olhava parao lugar que eu dizia e respondia: "Não, eu vejo Nossa Senhora naquele lugar branco. No lugar que Maria da Luz indicou ao senhor, eu nada vejo."Não encontrei sequer uma contradição no que as meninas me diziam.Chamei então Maria da Luz - deixando o pai onde estava - e perguntei a ambas se viam a Senhora. Ambas responderam: "Sim, vemos".- Perguntem a Nossa Senhora se ela me vê, disse eu. Perguntaram, e Ela respondeu que sim.- Perguntem a Nossa Senhora se eu posso formular algumas perguntas numa língua estrangeira.- Sim, responderam, por Ela.Fiz então umas oitenta ou noventa perguntas em alemão, que as meninas não compreendem e recebi todas as respostas certas. Eu recebia as respostas por intermédio das meninas, em português, fielmente conforme eu perguntava em alemão, como: "Wer bist du?" (quem é você?) - "A Mãe do Céu". "Wie heisst das Kind auf deinem Arm?" (como se chama a criança em seu braço?)- Jesus.- Porque apareceis aqui?- Para avisar ao povo que três grandes castigos cairão sobre o Brasil.- Quais são os castigos.Não respondeu, fazendo sinal com a mão para fazer entender, ou que não podia falar, ou que não queria.- Podeis então dizê-lo mais tarde?- Sim.- Por que não dais um sinal visível, para que o mundo possa ver que sois a Mãe de Deus?- Já o dei.- Qual é o sinal?- A água que está correndo em baixo.- Para que serve esta água?- Para remédio.- Para todas as doenças?- Sim, mas para quem tem fé.- Quem quiser pode tirar daquela água?- Não, só as duas meninas.- Porque não podem tirar quem quiser?- Para que todos creiam.Cortemos aqui as respostas, para destacar bem o que segue, pois é a parte essencial das revelações da Mãe de Deus.V. AMEAÇAS E REMÉDIOSO Sacerdote continua o mesmo interrogatório, penetrando cada vez mais no âmago das questões palpitantes que a Virgem Santa quer revelar.- Qual é o fim da vossa aparição aqui?- Avisar que três grandes castigos virão sobre o Brasil.- Quais castigos.De novo ela fez sinais, fazendo entender que não podia ou não queria falar.- Que é necessário fazer para desviar os castigos?- Penitência e oração.- Qual a invocação desta aparição?- Das Graças.- Que significa o sangue que corre das vossas mãos?- O sangue que inundará o Brasil.- Virá o comunismo a penetrar no Brasil.- Sim,- Em todo o País?- Sim.- Também no interior?- Não.- Os padres e os bispos sofrerão muito?- Sim.- Será como na Espanha?- Quase.- Quais são as devoções que se devem praticar para afastar estes males?- Ao coração de Jesus e a mim.- Não basta só uma?- Não.- Quereis que se pregue sobre este assunto?- Sim.- Permiti-lo-ão as autoridades eclesiásticas?Fez um gesto como se não quisesse dizê-lo.- Darão licença mais tarde?- Sim.- Quereis que se construa uma igreja aqui?- Não.- Quereis mais tarde?- Fez os mesmos gestos.- Esta aparição é a repetição de La Salette?- Sim.- Haverá uma romaria aqui?- Sim.- Por que apareceis neste lugar, cuja subida é tão difícil?- Para o povo romeiro poder fazer penitência.- Quanto tempo faz que estais aqui?- Fez um gesto com o dedo, com se quisesse dizer: "há muito tempo".- Se sois a Mãe de Deus, então dai-nos vossa benção.Instantaneamente as duas videntes exclamam: "Olha lá!!! Está nos abençoando"... e fizeram o sinal da cruz.- Se sois a Mãe de Deus e a criança é o Menino Jesus, manda que Ele nos dê a benção.Neste momento, as duas pobres camponesas, admiradas e transportadas de júbilo, exclamaram: "Ele já sabe dar a benção também!" Fizeram mais uma vez o sinal da cruz.Uma das meninas exclamou ainda: "Agora vimos a outra mãozinha do menino. Até agora ela estava enlaçada ao pescoço da Mamãe. Ele estende para o senhor os dois bracinhos."Fiz ainda muitas perguntas, obtendo respostas certas.Descendo eu, disse às duas meninas: "Agora vejam se a Senhora ainda está lá". Responderam ambas: "Sim, Ela está em frente de sua casinha, abençoando-nos".- Para que tanta benção? disse eu, como se estivesse amolado e em tom grave.As meninas ficaram trêmulas e atemorizadas.- Pergunta a Ela, para que tanta benção!- Para que sejais felizes, disse Ela.Perguntei de novo, em alemão: "Somente as duas ou eu também."Responderam elas: "Para o senhor também".Tudo o que vi impressionou-me muito, excedendo as minhas expectativas. Umas das perguntas versou sobre os acontecimentos de Koenigsreuth, perguntando se aqueles fatos eram de Deus ou do demônio - "É de Deus", disse a aparição.VI. PROVIDÊNCIAS E OPOSIÇÕESAs providências do Bispo foram as seguintes: que as meninas fossem examinadas pelo médico. Procedeu-se ao exame e averiguou-se que ambas são completamente sãs.A aparição repetia-se. Mas as contradições surgiam à medida que se falava nas aparições.A água corria constantemente, em pouca quantidade, e como que saindo da pedra.Começaram as curas extraordinárias; foi pena que os médicos não fossem avisados para examiná-las. Em todo o caso, o povo dá veracidade aos fatos e neles crê.Opinam que tenha havido profanação da fonte, embora não se saiba ao certo; e Nossa Senhora pediu que se fizesse um muro ou uma cerca, pois só as almas contritas e piedosas podiam assim aproximar-se afim de fazerem orações e penitências.Fez-se a cerca, visto as pessoas se aglomerarem sempre mais em romaria. Veio a polícia e derrubou a cerca. Imediatamente secou a água até então corrente.O sacerdote mandou de novo construi-la e fechou as portas; logo depois a água brotou.Após oito dias veio a polícia novamente, destruiu a cerca e, como na outra vez, desapareceu a água.Falou-se que houvera sido o Bispo quem mandou a polícia.Este negou-o, dizendo que não sabia de nada.A aparição repetidas vezes veio e as meninas afirmaram que a Senhora lhes dissera: "Tenham paciência; as coisas que vêm de Deus são mesmo assim".Mandou então o padre que as meninas perguntassem a Nossa Senhora quem havia mandado os soldados, e a resposta foi esta: "Quem mandou foi um padre!"Quinze dias depois, uma carta das meninas chegou, dando-me o nome do culpado.Entretanto, a água não corria mais naquele lugar, mas um pouquinho acima. As meninas afirmaram que tinham pedido a Nossa Senhora para fazer a água sair novamente; então começou a correr.Nossa Senhora recomendou que não se disesse isto a qualquer pessoa, para que só os bons recebessem da água.Maria da Luz entrou num colégio, a pedido de Maria Santíssima, para mais tarde, após ter adquirido um pouco de instrução, entrar no convento. A aparição pediu que as despezas necessárias fossem feitas pelo Padre, autor daquelas perguntas.Maria da Conceição está ainda com seus pais, em casa: parece-me que ela nunca mais viu a aparição.Outro fato sobre Maria da Luz: em todas as festas de Nossa Senhora, ela a viu na montanha de Guarda.Certo dia, perguntando algo a Nossa Senhora, recebeu esta resposta: "Nunca mais me manifestarei aqui em Guarda e os três castigos não virão já, porque o povo está melhor; mas é necessário ainda rezar muito e fazer penitência". Recomendou de novo a devoção ao Coração de Jesus e a Ele.VII. CONCLUSÃOTal é a narração publicada na revista Koenigsreuth. As relações escritas que me foram transmitidas, sendo recolhidas dos lábios do próprio sacerdote que formulou as perguntas são mais extensas, porém a narração acima é o resultado fiel do conjunto e outros pormenores nada de essencial ajuntam ao fato.FIM
DEUS É IDOLATRA?

O documento que estar fazendo os evangelicos - protestantes - verem que os católicos estão certos e que eles, os protestantes, estão errados. Que nós somos os verdadeiros cristão e eles, os evangelicos, os ususrpadores do cristianismo:DEUS É IDOLATRA?Não! Então, porque mandou que Moisés fizesse a imagem de uma serpente de bronze?“Moisés fez, pois, uma serpente de bronze, e fixou-a sobre um poste. Se alguém era mordido por uma serpente e olhava para a serpente de bronze, conservava a vida”. (Números 21, 4-9).“Como Moisés levantou a serpente no deserto. Assim deve ser levantado o Filho do Homem, para que todos que nele crer tenha a vida eterna”. (João 3, 14-21).Obs: Quem usa uma cruz vazia, sem Jesus Cristo nela, comete o erro de se negar a olhar para aquele a quem as Sagradas Escrituras falou que seria levantado, como o foi a serpente no deserto que todos olhavam para ser curado da mordida de cobra - picada - Olhe para Jesus na cruz, como os hebreus olhavam para a serpente de bronze que Moisés fez e fixou-a sobre o poste. Porque, a cruz vazia é apenas um instrumento de morte. Já a cruz com Jesus Cristo nela: é símbolo de nossa salvação. Pois, também está escrito: “Com efeito, a linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas para os que estão sendo salvos, para nós, ela é poder de Deus. Pois, está escrito; eu destruirei a sabedoria dos sábios e aniquilarei a inteligência dos inteligentes”. (I Coríntios 1, 18-20).E mais tema dizer a bíblia, para maior entendimento da palavra de Deus?“Nós, porém, pregamos um Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os pagãos, mas para os que são chamados, tanto judeus quanto gregos, ele é Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus”. (I coríntios 1, 23-24).E para dissipar toda e, qualquer duvida a respeito da cruz de Jesus Cristo a bíblia declara?“Eu, por mim, nunca vou querer outro titulo de gloria que não seja a cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, por ela, o mundo está crucificado para mim, como eu para o mundo”. (Gálatas 6, 14).Vemos claramente, na passagem do livro de Gálatas, que não pode haver outro titulo de gloria para aquele que segue a Jesus, que a cruz onde ele pode ser visto, como era vista a serpente de bronze, pelos hebreus.Os irmãos protestantes - que no Brasil são conhecido como, evangélicos - devem também lembrar que Deus mando que Moisés fizesse a imagem de dois anjos - querubins - para serem postas sobre a Arca da Aliança, onde estavam guardados Dez Mandamentos da Lei de Deus, como pode ser lido em Êxodos 25, 18. E, mais uma vez volto a perguntar? Deus é idolatra, por ter ordenado que Moisés fizesse a imagem de uma serpente para curar os hebreus da picada de cobras e por ter mandado que ele fizesse a imagem de dois querubins para serem colocadas sobre a Arca da Aliança? Por certo que não! Pois, quando Deus falou para o povo hebreu que não adorasse a ídolos e não fizesse para si, imagens deles, estava se referindo unicamente aos falsos deuses do Egito. Tanto é verdade que ele advertiu ao povo, avisado para que eles não construíssem para si, imagem daquilo que estava nas nuvens do céu - uma clara referencia aos desuses do Egito, em forma de pássaros - que não fizesse para si, imagens das coisas que caminhavam sobre a terra - os deuses do Egito em forma de cabras, bois, gatos e outros mais - que não fizessem para si, imagens das coisas que se moviam nas águas dos mares - os desuses do Egito em forma de crocodilo, de hipopótamo e outras coisas mais. Os falsos deuses do Egito, que vocês poderão ver, nas fotos abaixo:“Não farás para ti ídolos ou coisas alguma que tenha a forma de algo que se encontre no alto do céu...”. (êxodo 20, 4):O íbis é uma ave pernalta de bico longo e recurvado. Existe uma espécie negra e outra de plumagem castanha com reflexos dourados, mas era o íbis branco, ou íbis sagrado, que era considerado pelos egípcios como encarnação do deus Thoth.O deus nacional do Egito, o maior de todos os deuses, criador do universo e fonte de toda a vida, era o Sol, objeto de adoração em qualquer lugar. A sede de seu culto ficava em Heliópolis (On em egípcio), o mais antigo e próspero centro comercial do Baixo Egito. O deus-Sol é retratado pela arte egípcia sob muitas formas e denominações. Seu nome mais comum é Rá e podia ser representado por um falcão.“...embaixo na terra...”. (Êxodo 20, 4):Boi sagrado que os antigos egípcios consideravam como a expressão mais completa da divindade sob a forma animal e que encarnava, ao mesmo tempo, os deuses Osíris e Ptá. O culto do boi Ápis, em Mênfis, existia desde a I dinastia pelo menos. Também em Heliópolis e Hermópolis este animal era venerado desde tempos remotos. Antiga divindade agrária simbolizava a força vital da natureza e sua força geradora.Uma gata ou uma mulher com cabeça de gata simbolizava a deusa Bastet e representava os poderes benéficos do Sol. Seu centro de culto era Bubástis, cujo nome em egípcio - Per Bast - significa a casa de Bastet. Em seu templo naquela cidade a deusa-gata era adorada desde o Antigo Império e suas efígies eram bastante numerosas, existindo, hoje, muitos exemplares delas pelo mundo. Quando os reis líbios da XXII dinastia fizeram de Bubástis sua capital, por volta de 944 a.C., o culto da deusa tornou-se particularmente desenvolvido.“...ou nas águas debaixo da terra.”. (Ê xodó 20, 4):Um crocodilo ou um homem com cabeça de crocodilo representava o deus Sebek, uma divindade aliada do implacável deus Seth. Seu centro de culto era Crocodilópolis, na região do Faium, onde o animal era protegido, nutrido e domesticado. Um homem ferido ou morto por um crocodilo era considerado privilegiado. A adoração desse animal foi, sobretudo importante durante o Médio Império.Tueris era a deusa-hipopótamo que protegia as mulheres grávidas e os nascimentos. Ela assegurava fertilidade e partos sem perigo. Adorada em Tebas, é representada em inúmeras estátuas e estatuetas sob os traços de um hipopótamo fêmea erguido, com patas de leão, de mamas pendentes e costas terminadas por uma espécie de cauda de crocodilo. Além de amparar as crianças, Tueris também protegia qualquer pessoa de más influências durante o sono.E, para que não haja mesmo qualquer dúvida de que Deus se referia aos falsos deuses do Egito, ao pedir que o povo não praticasse idolatria, apresentamos um trecho do livro de Josué, que foi quem substitui Moises, após a sua morte:“Agora, pois, temei o Senhor e o servi-o com inteligência e fidelidade. Afastai os deuses aos quais vossos pais serviram do outro lado do rio e no Egito, e servi ao Senhor”. (Josué 24, 14”.E para termos mais certeza de que Deus realmente falava dos falsos deuses do Egito, vejamos o que também fala, 8, 8-9-10:“Filho do homem, disse-me ele, fura a muralha “ quando a furei, divisei uma porta. “Aproxima-te, diz ele, e contempla as horríveis abominações a que se entregam aqui”. Fui até ali para olhar: enxerguei aí toda espécie de imagens de répteis e animais imundos e, pinturas em volta da parede, todos os ídolos da casa de Israel”.Como podemos verificar, nessa passagem bíblica? Os sacerdotes estavam a adorar os falsos deuses em forma de répteis e animais, que Deus havia proibido que fossem adorados. Tanto é, que Deus enviou o castigo e destruiu os sacerdotes e os que praticavam aquela adoração abominável.Por sempre fazer livre interpretação das Sagradas Escrituras, os protestantes - evangélicos - sempre cometem erros abomináveis, grotescos e perigosos, contra o Evangelho de Cristo. Errais, não compreendendo as escrituras, nem o poder de Deus”. (Mateus 22, 29).“Porque sabei-o bem: nenhum dissoluto, ou impuro, ou avarento - verdadeiros idolatras - terá herança no Reino de Cristo e de Deus.”. (Efésios 5, 5).Obs. Dissoluto significa: devasso, corrupto e libertino.O VINHOOs protestantes - evangélicos - costumam afirmar que é proibido beber vinho, e correm dele, como o diabo, da cruz. Será que eles, os protestantes, nunca leram que Jesus bebia vinho? E que o seu primeiro milagre foi transformar água em vinho? E que na Santa Ceia, Jesus Usou vinho? Não venham me dizer agora, os protestantes - evangélicos - que não sabia dessas coisas. E que, não era do seu conhecimento que o vinho do tempo de Cristo embriagava, tal qual o vinho de hoje. Pois, como eles devem saber - se realmente se deram ao trabalho de ler a bíblia: - que Noé se embriagou, que Lot foi embriagado por suas duas filhas, que queriam engravidar dele, para deixar descendência sobre a terra, que Davi se embriagou e o próprio Jesus foi chamado de beberrão. Se Jesus aprovava o vinho e o bebia, porque então tem quem o chame de PROIBIDO? Porque você está proibido de beber vinho, se Jesus o bebia e a palavra de Deus diz que é proibido proibir?“Se em Cristo estais mortos aos princípios deste mundo, por que ainda voz deixais impor proibições, como se vivêsseis no mundo? Não pegues,! Não toqueis! Proibições estas que se tornam perniciosas pelo uso que dela se faz, e que não passam de normas e doutrinas humanas. Elas podem sem dúvida, dar a impressão de sabedoria enquanto exibem cultos voluntários, de humildade e austeridade corporal. Mas não tem nenhum valor, e só servem para satisfazer a carne”. (Colossenses 2, 20).Jesus na Santa Ceia tomou vinho. ( I Coríntios 11, 23-26).O primeiro milagre de Jesus foi transformar água em vinho. (João 2, 1-12).Como pudemos ver: na época de Noé e de Jesus, como até aos dias de hoje, o vinho sempre embriagou.“Noé, que era agricultor, plantou uma vinha. Tendo bebido vinho, embriagou-se”. (Gêneses 9, 20).“Não continue a beber só água, mas toma também um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas freqüentes indisposições”. (I Timóteo 5, 23).Uma recomendação bíblica que não pode ser deixada de lado, por se achar que é proibido beber vinho.JESUS TEVE IRMÃOS?É comum, entre os protestantes - evangélicos - afirmar que Jesus Cristo teve irmãos de sangue. Porém, Em nenhuma parte da bíblia se encontra escrito que Maria e José tiveram filhos - visto que Jesus era filho legitimo de Maria, mas, filho adotivo de José, pois fora concebido pelo Espírito Santo, pois não nasceu de homem - Em defesa da verdade e das Sagradas Escrituras, vamos mais uma vez usar a palavra de Deus, para mostrar que os apóstolos e os demais que seguiam a Jesus, jamais foram seus irmãos de sangue. Começaremos pelo apostolo Tiago, que os protestantes - evangélicos - e outros, teimam em afirmar ser irmão de sangue de Jesus:“Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estava numa barca, consertando as redes”. (Marcos 1, 14-20).Como pudemos ver, através dos textos bíblicos: Os apóstolos Tiago e João eram irmãos e filhos de Zebedeu. Portanto, eles jamais poderiam ser filhos de Maria e de José.“Tu és Simão, filho de João, será chamado de Cefas (que quer dizer pedra)¨. (João 1,42)”.Se a bíblia é clara quando afirma que os apóstolos Tiago e João têm como pai, Zebedeu e o apostolo Pedro, tem como pai, a João, se torna impossível que eles sejam irmãos de sangue de Jesus. E quem assim acredita e prega, estará contradizendo as Sagradas Escrituras, a bíblia. Mas então, porque Jesus falou que eles eram seus irmãos? Lendo Hebreus 2, 10-13, podermos descobrir o porque dele ter falado isto:“Aquele para quem e por quem todas as coisas existem, desejando conduzir à gloria numerosos filhos, deliberou elevar à perfeição, pelo sofrimento, o autor da salvação deles, para que santificador e santificados formem um só todo. Por isso Jesus não hesita em chamá-los de irmãos, dizendo: anunciarei teu nome a meus irmãos no meio da assembléia cantarei os teus louvores”. (Salmo 21,23).E outra vez: “Quanto a mim, ponho nela a minha confiança”. (Isaias 8,17). E: “Eis-me aqui, eu e os filhos que Deus me deu”. (Isaias 8, 18).O ARREBATAMENTOOs protestantes - evangélicos - costumam pregar que o arrebatamento acontecerá antes da vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo, o que é um engano, mais um ensinamento protestante, que não consta das Sagradas Escrituras. Vejamos o que diz a bíblia, a respeito do arrebatamento e como e, quando ele se dará:“Não queremos, irmãos, deixar-vos na ignorância a respeito dos mortos, para que não vos entristeçais como os outros que não têm esperança. Se, com efeito, nós cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também, aqueles que morreram, Deus, por causa deste Jesus, com Jesus os reunirá. Eis o que dizemos, segundo uma palavra do Senhor: nós os vivos, que houvermos ficado até a vinda do Senhor, não precederemos de modo nenhum os que morreram. Porque o Senhor em pessoa, ao sinal dado, à voz do arcanjo e ao toque da trombeta de Deus, descerá do céu: então os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; em seguida nós, os vivos que tivermos ficado, seremos arrebatados com eles sobre as nuvens, ao encontro do Senhor, nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. Portanto, confortais-vos uns aos outros com este ensinamento.” (I Tessalonicenses 4, 13-18).
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